Transparência

Como a Aya avalia, com a conta aberta.

Passar por uma entrevista de IA e receber só um percentual, sem saber de onde ele saiu, é o padrão do mercado. Esta página é o contrário disso: mostra a régua antes da nota, a nota junto da fala que a sustenta, e diz também o que a Aya não faz nem tenta fazer.

Vale para quem é avaliado e para quem contrata. É a mesma mecânica dos dois lados.

Da vaga à nota

Seis etapas, nenhuma delas escondida.

01

A rubrica nasce da vaga

Antes de qualquer entrevista, a vaga vira uma rubrica: de 3 a 5 competências, cada uma com a descrição do que é uma resposta forte e do que é uma resposta fraca. Você edita o que quiser. É o critério, declarado por escrito antes do primeiro candidato.

02

Cada competência tem um peso

Os pesos somam 100%. Numa vaga de suporte, empatia pode valer 30% e organização 20%. Quem define a proporção é a empresa, não a IA. Todos os candidatos da mesma vaga são medidos pela mesma régua.

03

A entrevista cobre a rubrica

A Aya conversa no WhatsApp, uma pergunta principal por competência e no máximo um aprofundamento. Se a resposta for vaga, ela pede um exemplo concreto uma vez. Áudio é transcrito em texto; o que entra na avaliação é o texto.

04

Nota de 0 a 10 com a fala que a sustenta

Cada competência recebe uma nota e, junto dela, o trecho literal da resposta que justificou aquela nota. A regra dada ao avaliador é rígida: sem trecho citado, não há nota. Se nada na conversa sustentou a competência, isso fica registrado e a nota é baixa.

05

A conta final é aritmética

A nota geral é a média das competências ponderada pelos pesos. Nenhum ajuste escondido, nenhum fator secreto. Você consegue refazer a conta no papel a partir do que aparece na tela.

06

Quem decide é uma pessoa

A Aya recomenda; ela não aprova e não reprova. A decisão, o nome de quem decidiu e a data ficam gravados junto da avaliação. Se a decisão for questionada depois, a trilha inteira está lá.

O exemplo completo

Uma avaliação inteira, do peso à evidência.

Abaixo está o formato exato que o RH vê no painel. Os dados são inventados para o exemplo: nenhum candidato real aparece aqui, e avaliação de candidato nunca é pública.

Exemplo fictício

Suporte / SAC · Júnior

Rubrica com 4 competências, pesos somando 100%.

Nota geral7,6de 10
Empatia e paciênciapeso 30%8,5
Evidência na fala

teve uma cliente que ligou muito nervosa porque o pedido não tinha chegado. Deixei ela falar tudo primeiro, pedi desculpa pelo transtorno e só depois fui atrás do rastreio. Ela desligou agradecendo.

Por que essa nota: Descreveu uma situação real, com a ordem certa das ações: ouvir, acolher, resolver.

Resolução de problemaspeso 25%7,0
Evidência na fala

quando o sistema não deixava estornar, eu abria chamado pro financeiro e avisava o cliente do prazo. Só que depois eu não tinha como acompanhar, às vezes ficava sem resposta.

Por que essa nota: Sabe escalar e comunica o prazo, mas admite não fechar o ciclo. Nota média, não alta.

Comunicação clarapeso 25%8,0
Evidência na fala

eu evito falar protocolo e SLA com o cliente. Falo assim: seu pedido tem até quinta pra ser resolvido. É isso que ele quer saber.

Por que essa nota: Traduz jargão sem perder a informação. Exemplo próprio, não frase pronta.

Organização e registropeso 20%6,5
Evidência na fala

usei sistema de chamado no emprego anterior, mas confesso que às vezes eu resolvia por WhatsApp e esquecia de registrar.

Por que essa nota: Tem a ferramenta, falha no hábito. É o ponto mais fraco e a nota reflete isso.

A conta

(8,5×30% + 7,0×25% + 8,0×25% + 6,5×20%) ÷ 100 = 7,6

É só isso. A nota geral é a média ponderada pelos pesos da rubrica, e dá para refazer no papel. Se um número na tela não fechar com essa conta, é bug, e queremos saber.

O que a Aya não faz com esse 7,6: nada. Ela não aprova, não reprova e não ordena a fila sozinha. O RH lê a evidência, compara com os outros candidatos e decide. A decisão fica gravada com nome e data.

Os limites de projeto

O que a Aya não faz.

Boa parte da desconfiança em entrevista por IA vem de coisas que a nossa não faz. Em vez de pedir que acreditem, listamos os quatro casos com o motivo de cada um.

Não analisa expressão facial

Não existe câmera nem vídeo em nenhuma etapa. A entrevista acontece no WhatsApp, por texto ou áudio, e a pessoa escolhe qual.

A HireVue, maior fornecedora do setor, retirou a análise facial dos seus produtos em 2021. Pela justificativa da própria empresa, o componente visual respondia por cerca de 0,25% do poder preditivo do modelo: sinal quase nulo, custo de confiança altíssimo.

Não infere emoção

Nem pelo rosto, nem pelo tom de voz. O áudio é transcrito e o que a Aya lê é o texto da transcrição. Ela não pontua nervosismo, entusiasmo nem “energia”.

O EU AI Act proíbe sistemas de reconhecimento de emoção no ambiente de trabalho desde 2 de fevereiro de 2025 (Art. 5º, 1, alínea f). O Brasil ainda não tem norma equivalente em vigor. A escolha aqui é de produto, não obrigação legal que nos alcance.

Não infere personalidade por voz

Não há perfil comportamental deduzido do áudio, nada de classificar alguém como introvertido, extrovertido ou “perfil de vendas” a partir de como fala.

Inferência de traço de personalidade a partir de voz ou vídeo não tem sustentação empírica sólida para decisão de contratação. A Aya pontua competência demonstrada em exemplo concreto, que é o que a rubrica pede.

Não coleta raça, gênero, idade nem foto

Esses campos simplesmente não existem no cadastro do candidato. Não há como filtrar, ordenar ou pontuar por eles, porque o dado nunca entra.

A instrução dada ao avaliador também manda pontuar o conteúdo da resposta, não sotaque nem gramática. Um candidato que fala com sotaque forte e escreve com erro não perde ponto por isso. Ressalva honesta: o currículo que você mesmo anexa pode conter foto ou data de nascimento, e ele é guardado como você enviou. O que garantimos é que a rubrica não tem competência ligada a esses dados e que a nota vem da entrevista.

Por que rubrica, e não impressão

A base científica do método.

r = 0,42

Validade preditiva da entrevista estruturada

Numa reanálise de 2022 das meta-análises clássicas de seleção de pessoal, a entrevista estruturada apareceu como o preditor isolado mais forte de desempenho no trabalho.

Sackett, Zhang, Berry & Lievens (2022), Journal of Applied Psychology. O estudo corrigiu para baixo várias estimativas consagradas desde Schmidt & Hunter (1998).

O que “estruturada” quer dizer

Mesmas competências, mesmas perguntas-âncora e o mesmo critério de nota para todos os candidatos da vaga. O oposto da conversa que muda de rumo conforme a simpatia. Uma rubrica com pesos é exatamente isso, escrita antes de começar.

O que r = 0,42 não quer dizer

Não é 42% de acerto. É a correlação entre a nota da entrevista e o desempenho posterior no trabalho, numa escala em que 1,0 seria previsão perfeita. Nenhum método de seleção chega perto disso. E o número mede o método, não o Talpy.ai: é a razão de usarmos entrevista estruturada, não uma medida do nosso produto.

O que ainda não temos

Onde a nossa transparência para.

Uma página de transparência que só lista virtude não é transparência. Estes são os limites reais do produto hoje.

Não temos auditoria independente de viés

O selo do Talpy.ai diz “IA explicável”, e não “IA auditada”. A diferença é proposital: auditada implicaria laudo de auditor externo, que não existe aqui. O que existe é o que esta página mostra: critério declarado, evidência citada, trilha registrada e decisão humana. No dia em que houver laudo de terceiro, ele será publicado nesta página.

Não publicamos percentual de acurácia da Aya

Não fizemos estudo de validação próprio, com amostra, grupo de comparação e metodologia aberta. Enquanto não fizermos, qualquer “X% de assertividade” seria número inventado. Preferimos mostrar como a nota é feita a anunciar um número que não conseguimos defender.

A Aya erra

Ela pode entender mal uma resposta, transcrever errado um áudio ou pesar mal um exemplo. É por isso que a decisão é humana, que a evidência aparece do lado da nota e que existe pedido de revisão. A explicabilidade serve justamente para o erro ficar visível.

Rubrica reduz viés, não elimina

Avaliar por competência declarada, com o mesmo critério para todos, é uma defesa conhecida contra viés, e é melhor que a triagem por currículo que ela substitui. Mas o modelo por trás aprendeu com texto escrito por gente, e gente tem viés. Dizer que o problema acabou seria mentira.

Se você foi avaliado pela Aya

Seus direitos, e como exercê-los.

  • Saber que é uma IA. A Aya se apresenta como assistente de inteligência artificial na primeira mensagem, antes da primeira pergunta.
  • Conhecer os critérios. As competências avaliadas são as da vaga e estão declaradas antes da entrevista. Você pode pedir a lista à empresa.
  • Pedir revisão humana. A LGPD, no Art. 20, garante a quem é submetido a decisão automatizada o direito de solicitar revisão. O pedido é feito à empresa que abriu a vaga: é ela quem tem a evidência, a rubrica e a decisão na mão, e quem reavalia. O Talpy.ai não decide no lugar dela.
  • Responder por texto. Áudio é opção, nunca exigência. Responder por escrito não tira ponto nenhum.
  • Ser avaliado pelo conteúdo. Sotaque, gramática e vocabulário não entram na nota. O que entra é o exemplo concreto que você contou.

Esta página descreve o funcionamento do produto e não constitui aconselhamento jurídico. A responsabilidade pelo uso conforme a legislação aplicável é da empresa contratante.

Para quem contrata

Uma nota que você consegue explicar para o candidato.

Publique a vaga, deixe a Aya entrevistar e receba cada nota com o trecho da conversa que a sustenta. É o mesmo formato do exemplo acima, com os seus candidatos.